domingo, 18 de setembro de 2011

Corpinho de verão!


É na primavera que todo mundo corre pra academia. Quando na TV já começam a aparecer propagandas de roupas, pernas de fora, corpos bronzeados, cabelos ao vento, todo mundo feliz.

É nesse momento que a academia lota! Muita gente quer saber "Como eu faço pra secar até o verão?" "Preciso perder 5 kilos até janeiro!", e por ai vai...

O fato é que manter o corpo saudável é uma questão de estilo de vida, não de estética. É necessário ter uma rotina de treino para manter o corpo ativo, e dieta não é necessariamente regime, eu prefiro a definição que diz "Dieta é o emprego metódico das coisas úteis para a manutenção da saúde".

Não é fácil. Treino: "Estou cansada", "Não dormi direito", "Esse trânsito me mata", "Chego tarde em casa", "Não tenho tempo", desculpa é o que não falta.
Dieta: "Não consigo", "Me alimento fora de casa", "Não tenho tempo", "Não consigo abrir mão"...

Pra mim também não é fácil, nunca foi. Sou boa de garfo, gosto de comer quase tudo, gosto de cozinhar, beber, sair com amigos e pensando bem é na hora das refeições que todo mundo se reúne, ou os amigos ao redor de uma mesa de bar com cervejas geladas abastecendo a conversa. Dieta é a parte mais difícil quando se quer conquistar um corpo dos sonhos, os dos comerciais de verão. Há momentos em que é necessário abrir mão de muita coisa, e bate aquele nervoso. A vida é tão cruel, porque não posso saciar meu estresse nesse pedaço de pizza 4 queijos?

Já o treino, pra mim é tranquilo. Gosto! Quanto mais me canso no treino, mais eu gosto (um tanto masoquista?) E aquela dorzinha então, a gente descobre músculos que nem imaginava que existiam...

Bem, todo esse texto é pra começar um novo momento aqui no blog. Como disse lá atrás, na primeira postagem, iria colocar algumas memórias até chegar ao momento atual, das coisas que gosto. Parece até que o blog é só sobre viagens, isso é o que mais gosto, mas é uma pena que não vivo disso, ou só pra isso...
O que eu pratico todo dia é dieta e treino. E quando resolvi começar a escrever um blog, descobri muitas coisas legais nesse universo virtual. Gente como eu, que eu nem conheço, talvez nem venha a conhecer, mas que gosta das mesmas coisas, tem as mesmas dificuldades, neuras, conquistas. E nisso a internet aproxima. Há algum tempo, mesmo antes do meu blog, já conhecia a REDESMAM, que participo até hoje, tanto no facebook e no twitter.

Vou participar então de um desafio de dieta e treino. Tem horas que a gente precisa sair dessa rotina. O corpo acostuma sempre com os mesmos estímulos e passa a responder mais lentamente. É preciso forçar o organismo a ir além. É disso que se trata o desafio.

São 12 semanas e inicia em 20/09. As regras estão no blog Queria ser a Betty Boop!!! que venho seguindo e adorando. Nesse mundo "fitness" a gente descobre cada coisa legal: receitas, compras, treinos e muito mais, que ajudam e muito nesta árdua jornada, porque tem horas que o fondue de chocolate chama alto!!

Quem quiser, junte-se a mim, ou melhor a nós, tantas outras desconhecidas que estão se desafiando. O desafio é a si próprio, só o compromisso é público.

Vou postando aqui minha rotina. Foi a rotina que escolhi pra MIM, estou testando meus limites, cada um tem o seu. Assim compartilho meus sucessos e fracassos, minhas lutas até chegar dia 13/12, quando irei comemorar em um belo rodízio de pizza!!! (rs)

Que Deus nos ajude!
AMÉÉÉÉÉMMMMMMM

sábado, 3 de setembro de 2011

Uruguai

Chegamos a um momento de grande ironia: Cheios de milhagens pra gastar e advinhem? Sem tempo !
Quase que trocamos tudo por itens para o lar como lixeira de inox, fruteira de porcelana, potes herméticos... e o coração em frangalhos!
Mas depois de um pouco de pesquisa, Montevideo saltou aos nossos olhos. E como foi bom conhecer esse lugar, certamente voltaremos em outra oportunidade, faça frio, faça calor, Uruguai é uma delícia!

Aeroporto Carrasco
Desembarcamos no moderno Aeroporto Carrasco já quase meia noite. Pegamos um táxi que nos levaria ao centro, para o hotel Urban Express. Nas pesquisas pela internet sabíamos que seria melhor nos hospedarmos em um hotel de frente para o mar, no bairro de Pocitos, mas já não havia mais vaga (não para nosso bolso), mas ficar no Urban foi excelente. No centro, mas longe do barulho, bem localizado, novo, moderno, tudo de bom!

No primeiro dia, era sábado, pegamos um ônibus, cerca de 15 minutos e mais um pouquinho de caminhada, chegávamos ao  Estádio Centenário, pena que estava fechado! Conhecemos apenas por fora, a primeira coisa que ficou para a próxima vez no Uruguai.

Dentro do Mercado del Puerto



Porta de la Cidadela
Saindo de lá fomos voltamos direto ao centro e percorremos as ruazinhas da Ciudad Vieja, que delícia de lugar, conservando sua arquitetura apesar do tempo. Esse bairro concentra os artistas de Montevideo. É onde tem também o delicioso Mercado del Puerto. Foi um mercado, agora abriga dezenas de maravilhosos restaurantes que servem os turistas e visitantes em geral, seus deliciosos pratos, principalmente cortes de carnes suculentas e levemente sem sal (perfeito para a saúde), harmonizados com uma Medio y Medio, bebida típica uruguaia que é uma mistura na medida certa entre vinho e frizante. Perfeito para aquecer o corpo e a alma.

Fomos conhecer uma "famosa" Rambla, não sem antes tomar um helado de dulce de leche, como eles são especialistas nisso! Ramblas são as avenidas à beira mar (rio).

O céu do Uruguai é azul, da cor da bandeira, não importa como amanheça. Naquele dia amanheceu nublado, parecendo que iria ficar assim pelo dia todo, paulista já fica desconfiado, que nada! O astro Rei apareceu tinindo, mas o frio e o vento vieram junto, e forte! Tivemos que voltar pro hotel para eu me aquecer pois havia esquecido as luvas.

Olha a Patrícia ai!
À noite eram as quartas de final da Copa América, que estava acontecendo na rival Argentina. Saímos à procura de bares, quase atrasados, percorremos as ruas do centro e nada, tudo em silêncio. Cadê os fanáticos torcedores da Celeste? Fomos então para a principal das avenidas, a 18 de julio, e mesmo cenário. Chegamos ao El Navio no momento dos hinos, conseguimos mesa bem pertinho da TV. Pedimos empanadas maravilhosas acompanhadas de Patricia, uma das cevejas locais. A cada jogada, os uruguaios do local vibravam baixinho, parecia que estávamos no cinema, tudo com muito pudor. A uma boa jogada, aplausos. Pires, jogador do Uruguai é expulso pelo segundo cartão amarelo. Os nervos foram se mostrando a flor da pele à medida em que o jogo caminhava pra prorrogação, após um dramático 1X1 no tempo regulamentar. E foi uma milonga... não tinha como ser diferente dada a tamanha rivalidade entre os países, que disputam os direitos sobre o doce de leite, tango, além do futebol. Nos pênaltis, Carlitos Tevez erra e dá a vitória pra Celeste!

Essa vovozinha ainda curtiu com nossa cara!
Saímos do bar e aí sim, fomos surpreendidos! Um buzinaço se aproximava e caminhava em direção à Plaza Independencia, certamente a galera estava reunida em outro local, e veio em massa comemorar a boa fase da Seleção. A data não poderia ser melhor, 16 de julho é quase feriado por conta do Maracanazo. E ser brasileiro naquele momento também não estava livre de gozações, inclusive da vovó que se lembrou faceira pois assistiu nossa tristeza em 1950! Voltamos para o hotel satisfeitos pela oportunidade de viver um momento de livre e expontânea manifestação cultural.

No domingo, através da Rodoviária Tres Cruces, pegamos o "busão" para Colonia del Sacramento, cidadezinha que parece ter parado no tempo!

A parte histórica é uma delícia! Percorrer aquelas ruazinhas de pedra nos remete a um passado que parece ter ficado gravado, é viver a história. Por sua posição estratégica, Colonia foi de muitos países que guerrearam ao longo do Rio da Prata, até que foi incorporada ao Brasil, junto com todo o Uruguai, que por sua vez, conquistou sua independência em 1828. Eu queria que fosse minha de tão linda que é!

Foi em Colônia, após percorrer suas ruas, encantados com a beleza do lugar, comemos o tão famoso Chivito! Um lanchão maravilhoso com um corte de carne suculenta (o nosso foi sem gordura), bem servido de batatas, e acompanhado por uma Zillertal geladinha!

Ao cair da tarde assitimos o fiasco do Brasil contra o Paraguai em um charmosinho bar à beira rio, aquecidos por lareira! Chique!

Dia seguinte, segunda feira, feriado do Juramento da Constituição, fomos pra Punta del Este. Ah! que lugar gostoso! O Monumento al Ahogado fica quase na frente da rodoviária. Andamos um pouquinho pela rua principal a procura do que fazer, já que quase tudo estava fechado. Tomamos o café mais caro do mundo: 2 croissants+1 expresso+1 capuccino=R$25,00.

Felizmente encontramos uma agência de turismo aberta e contratamos um tour. Conhecemos então os principais pontos de Punta (rs), pudemos perceber quão segura é a cidade: suas mansões não tem portão nem grades, tudo é limpo e arrumado. Finalizamos nossa viagem na Casapueblo, a antiga casa de verão do artista Carlos Páez Vilaró, construida por ele mesmo, que hoje abriga um museu, uma galeria de arte e um hotel.
Esse Vilaró rodou o mundo!


Era nosso 3° aniversário de casamento e comemoramos com um jantar no Don Pepperoni, brindamos com um Medio y Medio: mais um ano de cumplicidade e alegria, além de outra viagem maravilhosa.

O Uruguai é um lugar pra se viver, tranquilo, sem trânsito, todo mundo ainda se respeita. Eu quero ter a oportunidade de voltar, conhecer melhor, até porque 4 dias foram poucos para um lugar tão rico e cheio de história.
Um brinde!

Uruguai

Chegamos a um momento de grande ironia: Cheios de milhagens pra gastar e advinhem? Sem tempo !
Quase que trocamos tudo por itens para o lar como lixeira de inox, fruteira de porcelana, potes herméticos... e o coração em frangalhos!
Mas depois de um pouco de pesquisa, Montevideo saltou aos nossos olhos. E como foi bom conhecer esse lugar, certamente voltaremos em outra oportunidade, faça frio, faça calor, Uruguai é uma delícia!

Aeroporto Carrasco
Desembarcamos no moderno Aeroporto Carrasco já quase meia noite. Pegamos um táxi que nos levaria ao centro, para o hotel Urban Express. Nas pesquisas pela internet sabíamos que seria melhor nos hospedarmos em um hotel de frente para o mar, no bairro de Pocitos, mas já não havia mais vaga (não para nosso bolso), mas ficar no Urban foi excelente. No centro, mas longe do barulho, bem localizado, novo, moderno, tudo de bom!

No primeiro dia, era sábado, pegamos um ônibus, cerca de 15 minutos e mais um pouquinho de caminhada, chegávamos ao  Estádio Centenário, pena que estava fechado! Conhecemos apenas por fora, a primeira coisa que ficou para a próxima vez no Uruguai.

Dentro do Mercado del Puerto



Porta de la Cidadela
Saindo de lá fomos voltamos direto ao centro e percorremos as ruazinhas da Ciudad Vieja, que delícia de lugar, conservando sua arquitetura apesar do tempo. Esse bairro concentra os artistas de Montevideo. É onde tem também o delicioso Mercado del Puerto. Foi um mercado, agora abriga dezenas de maravilhosos restaurantes que servem os turistas e visitantes em geral, seus deliciosos pratos, principalmente cortes de carnes suculentas e levemente sem sal (perfeito para a saúde), harmonizados com uma Medio y Medio, bebida típica uruguaia que é uma mistura na medida certa entre vinho e frizante. Perfeito para aquecer o corpo e a alma.

Fomos conhecer uma "famosa" Rambla, não sem antes tomar um helado de dulce de leche, como eles são especialistas nisso! Ramblas são as avenidas à beira mar (rio).

O céu do Uruguai é azul, da cor da bandeira, não importa como amanheça. Naquele dia amanheceu nublado, parecendo que iria ficar assim pelo dia todo, paulista já fica desconfiado, que nada! O astro Rei apareceu tinindo, mas o frio e o vento vieram junto, e forte! Tivemos que voltar pro hotel para eu me aquecer pois havia esquecido as luvas.

Olha a Patrícia ai!
À noite eram as quartas de final da Copa América, que estava acontecendo na rival Argentina. Saímos à procura de bares, quase atrasados, percorremos as ruas do centro e nada, tudo em silêncio. Cadê os fanáticos torcedores da Celeste? Fomos então para a principal das avenidas, a 18 de julio, e mesmo cenário. Chegamos ao El Navio no momento dos hinos, conseguimos mesa bem pertinho da TV. Pedimos empanadas maravilhosas acompanhadas de Patricia, uma das cevejas locais. A cada jogada, os uruguaios do local vibravam baixinho, parecia que estávamos no cinema, tudo com muito pudor. A uma boa jogada, aplausos. Pires, jogador do Uruguai é expulso pelo segundo cartão amarelo. Os nervos foram se mostrando a flor da pele à medida em que o jogo caminhava pra prorrogação, após um dramático 1X1 no tempo regulamentar. E foi uma milonga... não tinha como ser diferente dada a tamanha rivalidade entre os países, que disputam os direitos sobre o doce de leite, tango, além do futebol. Nos pênaltis, Carlitos Tevez erra e dá a vitória pra Celeste!

Essa vovozinha ainda curtiu com nossa cara!
Saímos do bar e aí sim, fomos surpreendidos! Um buzinaço se aproximava e caminhava em direção à Plaza Independencia, certamente a galera estava reunida em outro local, e veio em massa comemorar a boa fase da Seleção. A data não poderia ser melhor, 16 de julho é quase feriado por conta do Maracanazo. E ser brasileiro naquele momento também não estava livre de gozações, inclusive da vovó que se lembrou faceira pois assistiu nossa tristeza em 1950! Voltamos para o hotel satisfeitos pela oportunidade de viver um momento de livre e expontânea manifestação cultural.

No domingo, através da Rodoviária Tres Cruces, pegamos o "busão" para Colonia del Sacramento, cidadezinha que parece ter parado no tempo!

A parte histórica é uma delícia! Percorrer aquelas ruazinhas de pedra nos remete a um passado que parece ter ficado gravado, é viver a história. Por sua posição estratégica, Colonia foi de muitos países que guerrearam ao longo do Rio da Prata, até que foi incorporada ao Brasil, junto com todo o Uruguai, que por sua vez, conquistou sua independência em 1828. Eu queria que fosse minha de tão linda que é!

Foi em Colônia, após percorrer suas ruas, encantados com a beleza do lugar, comemos o tão famoso Chivito! Um lanchão maravilhoso com um corte de carne suculenta (o nosso foi sem gordura), bem servido de batatas, e acompanhado por uma Zillertal geladinha!

Ao cair da tarde assitimos o fiasco do Brasil contra o Paraguai em um charmosinho bar à beira rio, aquecidos por lareira! Chique!

Dia seguinte, segunda feira, feriado do Juramento da Constituição, fomos pra Punta del Este. Ah! que lugar gostoso! O Monumento al Ahogado fica quase na frente da rodoviária. Andamos um pouquinho pela rua principal a procura do que fazer, já que quase tudo estava fechado. Tomamos o café mais caro do mundo: 2 croissants+1 expresso+1 capuccino=R$25,00.

Felizmente encontramos uma agência de turismo aberta e contratamos um tour. Conhecemos então os principais pontos de Punta (rs), pudemos perceber quão segura é a cidade: suas mansões não tem portão nem grades, tudo é limpo e arrumado. Finalizamos nossa viagem na Casapueblo, a antiga casa de verão do artista Carlos Páez Vilaró, construida por ele mesmo, que hoje abriga um museu, uma galeria de arte e um hotel.
Esse Vilaró rodou o mundo!


Era nosso 3° aniversário de casamento e comemoramos com um jantar no Don Pepperoni, brindamos com um Medio y Medio: mais um ano de cumplicidade e alegria, além de outra viagem maravilhosa.

O Uruguai é um lugar pra se viver, tranquilo, sem trânsito, todo mundo ainda se respeita. Eu quero ter a oportunidade de voltar, conhecer melhor, até porque 4 dias foram poucos para um lugar tão rico e cheio de história.
Um brinde!

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Santiago!

Palácio da Moneda
Saímos do paraíso e caímos na realidade. Pegamos o confortável voo da Lan que obrigatóriamente para na Ilha de Páscoa e em Santiago (tanto na ida quanto na volta). Teríamos que pernoitar em Santiago uma vez que o voo para SP sai na manhã seguinte. Decidimos então ficar mais 5 dias e conhecer a cidade.


Frio de danar! Saímos do calor da Polinésia para o inverno da América do Sul. Fomos preparados. Saímos do aeroporto e encaramos o ônibus até o centro da cidade, hora do rush... Santiago pareceu um tanto sinistra, claro, cidade grande, em 15 dias de viagem tinha dado até pra esquecer. Sempre nos hospedamos em Hostels, e dessa vez não foi diferente, escolhemos o Che Lagarto (credo!) que fica bem em frente a uma rodoviária. Casarão antigo, um tanto escuro, chega a ser estiloso... o recepcionista era brasileiro e depois de algum tempo ouvir português foi bom, o ruim é que o cara era um mala... o quarto para casal tinha uma beliche e os quartos não estavam bem aquecidos, o banheiro é misto (tudo bem) mas apertadíssimo e por vezes a água não esquentava. O aspecto positivo é que 90% dos hóspedes eram brasileiros e nos primeiros minutos já fizemos amizade a base de Escudo (cerveja), vinho e muitas risadas. O grupo era de cerca de 20 pessoas.

Saímos para jantar, o restaurante não parecia ser dos melhores e um agravante é que podiam fumar, coisa estranha para brasileiros atualmente. O atendimento foi ótimo e o jantar satisfatório. Voltamos para dormir cedo, uma vez que o cansaço da viagem era evidente. Dormimos juntos na cama de baixo da beliche, que era daquelas largas, foi a sorte, senão passaríamos frio. Chegamos quase a nos arrepender de conhecer Santiago naquele momento, depois de todas as belezas naturais da  Polinésia, certamente conhecer uma cidade foi algo injusto.

Museo de Bellas Artes
Dia seguinte saímos para conhecer o centro da cidade, o café da manhã no hostel também deixou a desejar. Visitamos o Palácio da Moneda, Plaza de las Armas, Museo de Belas Artes, fica tudo bem pertinho e fizemos tudo a pé. Fomos também ao Pateo Belas Artes que é um conjunto de lojas, como uma galeria que reúne diversos tipos de arte.
Almoçamos no centro e compramos algumas coisas, tudo lá estava muito barato, bebidas importadas, alfajores, roupas, sapatos, já estavam em liquidação, e valia muito a pena.

Dia seguinte fomos de ônibus visitar a Vinícola Concha y Toro (http://www.conchaytoro.com/ ), o ônibus demora e passa por muitos bairros carentes, quem quiser pode pagar um pouco mais e ir com van. A visita é excelente e começa com um vídeo introdutório já que a vinícola propriamente dita, fica em outra cidade. Conhecemos toda a casa e degustamos vinhos, a taça trouxemos para casa.  Aprendemos a degustar, compramos vinhos, lógico,  porque só se aprende mesmo com a prática. (rs)











À noite fomos com nossos amigos brasileiros à balada no Pateo Belas Artes, com música ao vivo, foi muito bom!

Cerro San Cristobal
No dia seguinte, fomos de taxi até o Funicular, um parque de onde se vê toda Santiago. Infelizmente a Cordilheira retém a poluição, senão a vista seria ainda mais espetacular, pois ela "abraça" toda a cidade. Passeamos bastante por Cerro San Cristóbal, um parque super bem cuidado, com teleférico que passa sobre o bairro, tudo de bom! Almoçamos no centro, no Mercado Municipal, salmão e cabernet sauvignon, uma delícia!!!

Infelizmente não tivemos tempo de visitar Viña del Mar e Valparaíso, são cidades litorâneas que pretendemos conhecer em uma próxima oportunidade. Ao invés disso fomos esquiar.... aff......
Vale a pena conhecer, mas eu que não nasci pra pinguim, acho que não vou novamente. Contratamos o passeio a partir do nosso hostel, a van vem nos buscar bem cedo, 7h, e nos levou para alugar os equipamentos e comprar as roupas. Saímos então umas 9h da loja. A van sobe a cordilheira fazendo um vai vem de 180° que embrulha o estômago dos mais sensíveis. A Paisagem compensa, mas já chega na estação meio mareado... Fomos a El Colorado, com altura máxima de cerca de 3.300 m acima do nível do mar e 22 pistas.

El Colorado
No começo, apesar do frio, foi gostoso, era novidade, mas sinceramente parar em pé sobre aquelas paletas não é fácil. Caímos várias vezes, e quando se cai os joelhos dobram para dentro enquanto os pés vão para fora por causa dos esquis, depois pegamos o jeito e observando os outros, achamos que daria para passar bem o dia. Deveríamos ter investido em aulas, talvez nos divertíssemos mais.

Paguei um tremendo mico pois estava esperando o Elliot e nosso amigo quando de repente senti que estava deslisando lentamente (rs), um brasileiro estava tentando, todo desajeitado se lavantar e quando ele consegiu, se deparou comigo "escorregando para seus braços", foi muito cômico, deslisamos abraçados, eu de frente e ele de costas para a leve descida e quando pegamos velocidade ele novamente caiu, eu por algum motivo me mantive equilibrada e segui para o teleférico, e ele ficou lá, novamente estatelado no chão na frente de seu filho, deve ter me xingado (kkkkkk). Se ler isso aqui, me perdoe!

Quando sentimos confiança ali em baixo tivemos a brilhante ideia de pegar o teleférico e subir a alguma pista, o teleférico não pára e subimos para o nível intermediário, dali nos jogamos literalmente pois senão iríamos parar no topo! Até conseguíamos parar em pé, o difícil pra mim foi controlar o equipamento mesmo. Eu só ia para a esquerda, onde a pista terminava em um precipício daqueles, me jogava para trás, com medo. Foi assim o dia todo só aprendi no final do dia quando já estava estressada, então não me diverti. O Elliot teve mais sucesso, em algum momento pegou o jeito da coisa. Nosso colega passou pior, além de tudo estava se sentindo mal com a altura. Ainda teria a volta, aqueles intermináveis 180°... Valeu por conhecer, a paisagem é bonita e experimentamos um novo esporte, mas por mim, parou por aí.

Esses foram os dias que passamos em Santiago, saliento que deveria ter deixado para um outro momento pois teria aproveitado ainda mais. Apesar de ter sido a pior hospedagem foram os melhores "amigos" que já fizemos em viagens, todas as noites muitas risadas e conversas como se fôssemos amigos há muito tempo, Escudo, Concha y Toro, muita animação. Valeu!!
Beijo quente em meio a neve

Santiago!

Palácio da Moneda
Saímos do paraíso e caímos na realidade. Pegamos o confortável voo da Lan que obrigatóriamente para na Ilha de Páscoa e em Santiago (tanto na ida quanto na volta). Teríamos que pernoitar em Santiago uma vez que o voo para SP sai na manhã seguinte. Decidimos então ficar mais 5 dias e conhecer a cidade.


Frio de danar! Saímos do calor da Polinésia para o inverno da América do Sul. Fomos preparados. Saímos do aeroporto e encaramos o ônibus até o centro da cidade, hora do rush... Santiago pareceu um tanto sinistra, claro, cidade grande, em 15 dias de viagem tinha dado até pra esquecer. Sempre nos hospedamos em Hostels, e dessa vez não foi diferente, escolhemos o Che Lagarto (credo!) que fica bem em frente a uma rodoviária. Casarão antigo, um tanto escuro, chega a ser estiloso... o recepcionista era brasileiro e depois de algum tempo ouvir português foi bom, o ruim é que o cara era um mala... o quarto para casal tinha uma beliche e os quartos não estavam bem aquecidos, o banheiro é misto (tudo bem) mas apertadíssimo e por vezes a água não esquentava. O aspecto positivo é que 90% dos hóspedes eram brasileiros e nos primeiros minutos já fizemos amizade a base de Escudo (cerveja), vinho e muitas risadas. O grupo era de cerca de 20 pessoas.

Saímos para jantar, o restaurante não parecia ser dos melhores e um agravante é que podiam fumar, coisa estranha para brasileiros atualmente. O atendimento foi ótimo e o jantar satisfatório. Voltamos para dormir cedo, uma vez que o cansaço da viagem era evidente. Dormimos juntos na cama de baixo da beliche, que era daquelas largas, foi a sorte, senão passaríamos frio. Chegamos quase a nos arrepender de conhecer Santiago naquele momento, depois de todas as belezas naturais da  Polinésia, certamente conhecer uma cidade foi algo injusto.

Museo de Bellas Artes
Dia seguinte saímos para conhecer o centro da cidade, o café da manhã no hostel também deixou a desejar. Visitamos o Palácio da Moneda, Plaza de las Armas, Museo de Belas Artes, fica tudo bem pertinho e fizemos tudo a pé. Fomos também ao Pateo Belas Artes que é um conjunto de lojas, como uma galeria que reúne diversos tipos de arte.
Almoçamos no centro e compramos algumas coisas, tudo lá estava muito barato, bebidas importadas, alfajores, roupas, sapatos, já estavam em liquidação, e valia muito a pena.

Dia seguinte fomos de ônibus visitar a Vinícola Concha y Toro (http://www.conchaytoro.com/ ), o ônibus demora e passa por muitos bairros carentes, quem quiser pode pagar um pouco mais e ir com van. A visita é excelente e começa com um vídeo introdutório já que a vinícola propriamente dita, fica em outra cidade. Conhecemos toda a casa e degustamos vinhos, a taça trouxemos para casa.  Aprendemos a degustar, compramos vinhos, lógico,  porque só se aprende mesmo com a prática. (rs)











À noite fomos com nossos amigos brasileiros à balada no Pateo Belas Artes, com música ao vivo, foi muito bom!

Cerro San Cristobal
No dia seguinte, fomos de taxi até o Funicular, um parque de onde se vê toda Santiago. Infelizmente a Cordilheira retém a poluição, senão a vista seria ainda mais espetacular, pois ela "abraça" toda a cidade. Passeamos bastante por Cerro San Cristóbal, um parque super bem cuidado, com teleférico que passa sobre o bairro, tudo de bom! Almoçamos no centro, no Mercado Municipal, salmão e cabernet sauvignon, uma delícia!!!

Infelizmente não tivemos tempo de visitar Viña del Mar e Valparaíso, são cidades litorâneas que pretendemos conhecer em uma próxima oportunidade. Ao invés disso fomos esquiar.... aff......
Vale a pena conhecer, mas eu que não nasci pra pinguim, acho que não vou novamente. Contratamos o passeio a partir do nosso hostel, a van vem nos buscar bem cedo, 7h, e nos levou para alugar os equipamentos e comprar as roupas. Saímos então umas 9h da loja. A van sobe a cordilheira fazendo um vai vem de 180° que embrulha o estômago dos mais sensíveis. A Paisagem compensa, mas já chega na estação meio mareado... Fomos a El Colorado, com altura máxima de cerca de 3.300 m acima do nível do mar e 22 pistas.

El Colorado
No começo, apesar do frio, foi gostoso, era novidade, mas sinceramente parar em pé sobre aquelas paletas não é fácil. Caímos várias vezes, e quando se cai os joelhos dobram para dentro enquanto os pés vão para fora por causa dos esquis, depois pegamos o jeito e observando os outros, achamos que daria para passar bem o dia. Deveríamos ter investido em aulas, talvez nos divertíssemos mais.

Paguei um tremendo mico pois estava esperando o Elliot e nosso amigo quando de repente senti que estava deslisando lentamente (rs), um brasileiro estava tentando, todo desajeitado se lavantar e quando ele consegiu, se deparou comigo "escorregando para seus braços", foi muito cômico, deslisamos abraçados, eu de frente e ele de costas para a leve descida e quando pegamos velocidade ele novamente caiu, eu por algum motivo me mantive equilibrada e segui para o teleférico, e ele ficou lá, novamente estatelado no chão na frente de seu filho, deve ter me xingado (kkkkkk). Se ler isso aqui, me perdoe!

Quando sentimos confiança ali em baixo tivemos a brilhante ideia de pegar o teleférico e subir a alguma pista, o teleférico não pára e subimos para o nível intermediário, dali nos jogamos literalmente pois senão iríamos parar no topo! Até conseguíamos parar em pé, o difícil pra mim foi controlar o equipamento mesmo. Eu só ia para a esquerda, onde a pista terminava em um precipício daqueles, me jogava para trás, com medo. Foi assim o dia todo só aprendi no final do dia quando já estava estressada, então não me diverti. O Elliot teve mais sucesso, em algum momento pegou o jeito da coisa. Nosso colega passou pior, além de tudo estava se sentindo mal com a altura. Ainda teria a volta, aqueles intermináveis 180°... Valeu por conhecer, a paisagem é bonita e experimentamos um novo esporte, mas por mim, parou por aí.

Esses foram os dias que passamos em Santiago, saliento que deveria ter deixado para um outro momento pois teria aproveitado ainda mais. Apesar de ter sido a pior hospedagem foram os melhores "amigos" que já fizemos em viagens, todas as noites muitas risadas e conversas como se fôssemos amigos há muito tempo, Escudo, Concha y Toro, muita animação. Valeu!!
Beijo quente em meio a neve

Corpinho de verão!


É na primavera que todo mundo corre pra academia. Quando na TV já começam a aparecer propagandas de roupas, pernas de fora, corpos bronzeados, cabelos ao vento, todo mundo feliz.

É nesse momento que a academia lota! Muita gente quer saber "Como eu faço pra secar até o verão?" "Preciso perder 5 kilos até janeiro!", e por ai vai...

O fato é que manter o corpo saudável é uma questão de estilo de vida, não de estética. É necessário ter uma rotina de treino para manter o corpo ativo, e dieta não é necessariamente regime, eu prefiro a definição que diz "Dieta é o emprego metódico das coisas úteis para a manutenção da saúde".

Não é fácil. Treino: "Estou cansada", "Não dormi direito", "Esse trânsito me mata", "Chego tarde em casa", "Não tenho tempo", desculpa é o que não falta.
Dieta: "Não consigo", "Me alimento fora de casa", "Não tenho tempo", "Não consigo abrir mão"...

Pra mim também não é fácil, nunca foi. Sou boa de garfo, gosto de comer quase tudo, gosto de cozinhar, beber, sair com amigos e pensando bem é na hora das refeições que todo mundo se reúne, ou os amigos ao redor de uma mesa de bar com cervejas geladas abastecendo a conversa. Dieta é a parte mais difícil quando se quer conquistar um corpo dos sonhos, os dos comerciais de verão. Há momentos em que é necessário abrir mão de muita coisa, e bate aquele nervoso. A vida é tão cruel, porque não posso saciar meu estresse nesse pedaço de pizza 4 queijos?

Já o treino, pra mim é tranquilo. Gosto! Quanto mais me canso no treino, mais eu gosto (um tanto masoquista?) E aquela dorzinha então, a gente descobre músculos que nem imaginava que existiam...

Bem, todo esse texto é pra começar um novo momento aqui no blog. Como disse lá atrás, na primeira postagem, iria colocar algumas memórias até chegar ao momento atual, das coisas que gosto. Parece até que o blog é só sobre viagens, isso é o que mais gosto, mas é uma pena que não vivo disso, ou só pra isso...
O que eu pratico todo dia é dieta e treino. E quando resolvi começar a escrever um blog, descobri muitas coisas legais nesse universo virtual. Gente como eu, que eu nem conheço, talvez nem venha a conhecer, mas que gosta das mesmas coisas, tem as mesmas dificuldades, neuras, conquistas. E nisso a internet aproxima. Há algum tempo, mesmo antes do meu blog, já conhecia a REDESMAM, que participo até hoje, tanto no facebook e no twitter.

Vou participar então de um desafio de dieta e treino. Tem horas que a gente precisa sair dessa rotina. O corpo acostuma sempre com os mesmos estímulos e passa a responder mais lentamente. É preciso forçar o organismo a ir além. É disso que se trata o desafio.

São 12 semanas e inicia em 20/09. As regras estão no blog Queria ser a Betty Boop!!! que venho seguindo e adorando. Nesse mundo "fitness" a gente descobre cada coisa legal: receitas, compras, treinos e muito mais, que ajudam e muito nesta árdua jornada, porque tem horas que o fondue de chocolate chama alto!!

Quem quiser, junte-se a mim, ou melhor a nós, tantas outras desconhecidas que estão se desafiando. O desafio é a si próprio, só o compromisso é público.

Vou postando aqui minha rotina. Foi a rotina que escolhi pra MIM, estou testando meus limites, cada um tem o seu. Assim compartilho meus sucessos e fracassos, minhas lutas até chegar dia 13/12, quando irei comemorar em um belo rodízio de pizza!!! (rs)

Que Deus nos ajude!
AMÉÉÉÉÉMMMMMMM

Uruguai

Chegamos a um momento de grande ironia: Cheios de milhagens pra gastar e advinhem? Sem tempo !
Quase que trocamos tudo por itens para o lar como lixeira de inox, fruteira de porcelana, potes herméticos... e o coração em frangalhos!
Mas depois de um pouco de pesquisa, Montevideo saltou aos nossos olhos. E como foi bom conhecer esse lugar, certamente voltaremos em outra oportunidade, faça frio, faça calor, Uruguai é uma delícia!

Aeroporto Carrasco
Desembarcamos no moderno Aeroporto Carrasco já quase meia noite. Pegamos um táxi que nos levaria ao centro, para o hotel Urban Express. Nas pesquisas pela internet sabíamos que seria melhor nos hospedarmos em um hotel de frente para o mar, no bairro de Pocitos, mas já não havia mais vaga (não para nosso bolso), mas ficar no Urban foi excelente. No centro, mas longe do barulho, bem localizado, novo, moderno, tudo de bom!

No primeiro dia, era sábado, pegamos um ônibus, cerca de 15 minutos e mais um pouquinho de caminhada, chegávamos ao  Estádio Centenário, pena que estava fechado! Conhecemos apenas por fora, a primeira coisa que ficou para a próxima vez no Uruguai.

Dentro do Mercado del Puerto



Porta de la Cidadela
Saindo de lá fomos voltamos direto ao centro e percorremos as ruazinhas da Ciudad Vieja, que delícia de lugar, conservando sua arquitetura apesar do tempo. Esse bairro concentra os artistas de Montevideo. É onde tem também o delicioso Mercado del Puerto. Foi um mercado, agora abriga dezenas de maravilhosos restaurantes que servem os turistas e visitantes em geral, seus deliciosos pratos, principalmente cortes de carnes suculentas e levemente sem sal (perfeito para a saúde), harmonizados com uma Medio y Medio, bebida típica uruguaia que é uma mistura na medida certa entre vinho e frizante. Perfeito para aquecer o corpo e a alma.

Fomos conhecer uma "famosa" Rambla, não sem antes tomar um helado de dulce de leche, como eles são especialistas nisso! Ramblas são as avenidas à beira mar (rio).

O céu do Uruguai é azul, da cor da bandeira, não importa como amanheça. Naquele dia amanheceu nublado, parecendo que iria ficar assim pelo dia todo, paulista já fica desconfiado, que nada! O astro Rei apareceu tinindo, mas o frio e o vento vieram junto, e forte! Tivemos que voltar pro hotel para eu me aquecer pois havia esquecido as luvas.

Olha a Patrícia ai!
À noite eram as quartas de final da Copa América, que estava acontecendo na rival Argentina. Saímos à procura de bares, quase atrasados, percorremos as ruas do centro e nada, tudo em silêncio. Cadê os fanáticos torcedores da Celeste? Fomos então para a principal das avenidas, a 18 de julio, e mesmo cenário. Chegamos ao El Navio no momento dos hinos, conseguimos mesa bem pertinho da TV. Pedimos empanadas maravilhosas acompanhadas de Patricia, uma das cevejas locais. A cada jogada, os uruguaios do local vibravam baixinho, parecia que estávamos no cinema, tudo com muito pudor. A uma boa jogada, aplausos. Pires, jogador do Uruguai é expulso pelo segundo cartão amarelo. Os nervos foram se mostrando a flor da pele à medida em que o jogo caminhava pra prorrogação, após um dramático 1X1 no tempo regulamentar. E foi uma milonga... não tinha como ser diferente dada a tamanha rivalidade entre os países, que disputam os direitos sobre o doce de leite, tango, além do futebol. Nos pênaltis, Carlitos Tevez erra e dá a vitória pra Celeste!

Essa vovozinha ainda curtiu com nossa cara!
Saímos do bar e aí sim, fomos surpreendidos! Um buzinaço se aproximava e caminhava em direção à Plaza Independencia, certamente a galera estava reunida em outro local, e veio em massa comemorar a boa fase da Seleção. A data não poderia ser melhor, 16 de julho é quase feriado por conta do Maracanazo. E ser brasileiro naquele momento também não estava livre de gozações, inclusive da vovó que se lembrou faceira pois assistiu nossa tristeza em 1950! Voltamos para o hotel satisfeitos pela oportunidade de viver um momento de livre e expontânea manifestação cultural.

No domingo, através da Rodoviária Tres Cruces, pegamos o "busão" para Colonia del Sacramento, cidadezinha que parece ter parado no tempo!

A parte histórica é uma delícia! Percorrer aquelas ruazinhas de pedra nos remete a um passado que parece ter ficado gravado, é viver a história. Por sua posição estratégica, Colonia foi de muitos países que guerrearam ao longo do Rio da Prata, até que foi incorporada ao Brasil, junto com todo o Uruguai, que por sua vez, conquistou sua independência em 1828. Eu queria que fosse minha de tão linda que é!

Foi em Colônia, após percorrer suas ruas, encantados com a beleza do lugar, comemos o tão famoso Chivito! Um lanchão maravilhoso com um corte de carne suculenta (o nosso foi sem gordura), bem servido de batatas, e acompanhado por uma Zillertal geladinha!

Ao cair da tarde assitimos o fiasco do Brasil contra o Paraguai em um charmosinho bar à beira rio, aquecidos por lareira! Chique!

Dia seguinte, segunda feira, feriado do Juramento da Constituição, fomos pra Punta del Este. Ah! que lugar gostoso! O Monumento al Ahogado fica quase na frente da rodoviária. Andamos um pouquinho pela rua principal a procura do que fazer, já que quase tudo estava fechado. Tomamos o café mais caro do mundo: 2 croissants+1 expresso+1 capuccino=R$25,00.

Felizmente encontramos uma agência de turismo aberta e contratamos um tour. Conhecemos então os principais pontos de Punta (rs), pudemos perceber quão segura é a cidade: suas mansões não tem portão nem grades, tudo é limpo e arrumado. Finalizamos nossa viagem na Casapueblo, a antiga casa de verão do artista Carlos Páez Vilaró, construida por ele mesmo, que hoje abriga um museu, uma galeria de arte e um hotel.
Esse Vilaró rodou o mundo!


Era nosso 3° aniversário de casamento e comemoramos com um jantar no Don Pepperoni, brindamos com um Medio y Medio: mais um ano de cumplicidade e alegria, além de outra viagem maravilhosa.

O Uruguai é um lugar pra se viver, tranquilo, sem trânsito, todo mundo ainda se respeita. Eu quero ter a oportunidade de voltar, conhecer melhor, até porque 4 dias foram poucos para um lugar tão rico e cheio de história.
Um brinde!

Uruguai

Chegamos a um momento de grande ironia: Cheios de milhagens pra gastar e advinhem? Sem tempo !
Quase que trocamos tudo por itens para o lar como lixeira de inox, fruteira de porcelana, potes herméticos... e o coração em frangalhos!
Mas depois de um pouco de pesquisa, Montevideo saltou aos nossos olhos. E como foi bom conhecer esse lugar, certamente voltaremos em outra oportunidade, faça frio, faça calor, Uruguai é uma delícia!

Aeroporto Carrasco
Desembarcamos no moderno Aeroporto Carrasco já quase meia noite. Pegamos um táxi que nos levaria ao centro, para o hotel Urban Express. Nas pesquisas pela internet sabíamos que seria melhor nos hospedarmos em um hotel de frente para o mar, no bairro de Pocitos, mas já não havia mais vaga (não para nosso bolso), mas ficar no Urban foi excelente. No centro, mas longe do barulho, bem localizado, novo, moderno, tudo de bom!

No primeiro dia, era sábado, pegamos um ônibus, cerca de 15 minutos e mais um pouquinho de caminhada, chegávamos ao  Estádio Centenário, pena que estava fechado! Conhecemos apenas por fora, a primeira coisa que ficou para a próxima vez no Uruguai.

Dentro do Mercado del Puerto



Porta de la Cidadela
Saindo de lá fomos voltamos direto ao centro e percorremos as ruazinhas da Ciudad Vieja, que delícia de lugar, conservando sua arquitetura apesar do tempo. Esse bairro concentra os artistas de Montevideo. É onde tem também o delicioso Mercado del Puerto. Foi um mercado, agora abriga dezenas de maravilhosos restaurantes que servem os turistas e visitantes em geral, seus deliciosos pratos, principalmente cortes de carnes suculentas e levemente sem sal (perfeito para a saúde), harmonizados com uma Medio y Medio, bebida típica uruguaia que é uma mistura na medida certa entre vinho e frizante. Perfeito para aquecer o corpo e a alma.

Fomos conhecer uma "famosa" Rambla, não sem antes tomar um helado de dulce de leche, como eles são especialistas nisso! Ramblas são as avenidas à beira mar (rio).

O céu do Uruguai é azul, da cor da bandeira, não importa como amanheça. Naquele dia amanheceu nublado, parecendo que iria ficar assim pelo dia todo, paulista já fica desconfiado, que nada! O astro Rei apareceu tinindo, mas o frio e o vento vieram junto, e forte! Tivemos que voltar pro hotel para eu me aquecer pois havia esquecido as luvas.

Olha a Patrícia ai!
À noite eram as quartas de final da Copa América, que estava acontecendo na rival Argentina. Saímos à procura de bares, quase atrasados, percorremos as ruas do centro e nada, tudo em silêncio. Cadê os fanáticos torcedores da Celeste? Fomos então para a principal das avenidas, a 18 de julio, e mesmo cenário. Chegamos ao El Navio no momento dos hinos, conseguimos mesa bem pertinho da TV. Pedimos empanadas maravilhosas acompanhadas de Patricia, uma das cevejas locais. A cada jogada, os uruguaios do local vibravam baixinho, parecia que estávamos no cinema, tudo com muito pudor. A uma boa jogada, aplausos. Pires, jogador do Uruguai é expulso pelo segundo cartão amarelo. Os nervos foram se mostrando a flor da pele à medida em que o jogo caminhava pra prorrogação, após um dramático 1X1 no tempo regulamentar. E foi uma milonga... não tinha como ser diferente dada a tamanha rivalidade entre os países, que disputam os direitos sobre o doce de leite, tango, além do futebol. Nos pênaltis, Carlitos Tevez erra e dá a vitória pra Celeste!

Essa vovozinha ainda curtiu com nossa cara!
Saímos do bar e aí sim, fomos surpreendidos! Um buzinaço se aproximava e caminhava em direção à Plaza Independencia, certamente a galera estava reunida em outro local, e veio em massa comemorar a boa fase da Seleção. A data não poderia ser melhor, 16 de julho é quase feriado por conta do Maracanazo. E ser brasileiro naquele momento também não estava livre de gozações, inclusive da vovó que se lembrou faceira pois assistiu nossa tristeza em 1950! Voltamos para o hotel satisfeitos pela oportunidade de viver um momento de livre e expontânea manifestação cultural.

No domingo, através da Rodoviária Tres Cruces, pegamos o "busão" para Colonia del Sacramento, cidadezinha que parece ter parado no tempo!

A parte histórica é uma delícia! Percorrer aquelas ruazinhas de pedra nos remete a um passado que parece ter ficado gravado, é viver a história. Por sua posição estratégica, Colonia foi de muitos países que guerrearam ao longo do Rio da Prata, até que foi incorporada ao Brasil, junto com todo o Uruguai, que por sua vez, conquistou sua independência em 1828. Eu queria que fosse minha de tão linda que é!

Foi em Colônia, após percorrer suas ruas, encantados com a beleza do lugar, comemos o tão famoso Chivito! Um lanchão maravilhoso com um corte de carne suculenta (o nosso foi sem gordura), bem servido de batatas, e acompanhado por uma Zillertal geladinha!

Ao cair da tarde assitimos o fiasco do Brasil contra o Paraguai em um charmosinho bar à beira rio, aquecidos por lareira! Chique!

Dia seguinte, segunda feira, feriado do Juramento da Constituição, fomos pra Punta del Este. Ah! que lugar gostoso! O Monumento al Ahogado fica quase na frente da rodoviária. Andamos um pouquinho pela rua principal a procura do que fazer, já que quase tudo estava fechado. Tomamos o café mais caro do mundo: 2 croissants+1 expresso+1 capuccino=R$25,00.

Felizmente encontramos uma agência de turismo aberta e contratamos um tour. Conhecemos então os principais pontos de Punta (rs), pudemos perceber quão segura é a cidade: suas mansões não tem portão nem grades, tudo é limpo e arrumado. Finalizamos nossa viagem na Casapueblo, a antiga casa de verão do artista Carlos Páez Vilaró, construida por ele mesmo, que hoje abriga um museu, uma galeria de arte e um hotel.
Esse Vilaró rodou o mundo!


Era nosso 3° aniversário de casamento e comemoramos com um jantar no Don Pepperoni, brindamos com um Medio y Medio: mais um ano de cumplicidade e alegria, além de outra viagem maravilhosa.

O Uruguai é um lugar pra se viver, tranquilo, sem trânsito, todo mundo ainda se respeita. Eu quero ter a oportunidade de voltar, conhecer melhor, até porque 4 dias foram poucos para um lugar tão rico e cheio de história.
Um brinde!

Santiago!

Palácio da Moneda
Saímos do paraíso e caímos na realidade. Pegamos o confortável voo da Lan que obrigatóriamente para na Ilha de Páscoa e em Santiago (tanto na ida quanto na volta). Teríamos que pernoitar em Santiago uma vez que o voo para SP sai na manhã seguinte. Decidimos então ficar mais 5 dias e conhecer a cidade.


Frio de danar! Saímos do calor da Polinésia para o inverno da América do Sul. Fomos preparados. Saímos do aeroporto e encaramos o ônibus até o centro da cidade, hora do rush... Santiago pareceu um tanto sinistra, claro, cidade grande, em 15 dias de viagem tinha dado até pra esquecer. Sempre nos hospedamos em Hostels, e dessa vez não foi diferente, escolhemos o Che Lagarto (credo!) que fica bem em frente a uma rodoviária. Casarão antigo, um tanto escuro, chega a ser estiloso... o recepcionista era brasileiro e depois de algum tempo ouvir português foi bom, o ruim é que o cara era um mala... o quarto para casal tinha uma beliche e os quartos não estavam bem aquecidos, o banheiro é misto (tudo bem) mas apertadíssimo e por vezes a água não esquentava. O aspecto positivo é que 90% dos hóspedes eram brasileiros e nos primeiros minutos já fizemos amizade a base de Escudo (cerveja), vinho e muitas risadas. O grupo era de cerca de 20 pessoas.

Saímos para jantar, o restaurante não parecia ser dos melhores e um agravante é que podiam fumar, coisa estranha para brasileiros atualmente. O atendimento foi ótimo e o jantar satisfatório. Voltamos para dormir cedo, uma vez que o cansaço da viagem era evidente. Dormimos juntos na cama de baixo da beliche, que era daquelas largas, foi a sorte, senão passaríamos frio. Chegamos quase a nos arrepender de conhecer Santiago naquele momento, depois de todas as belezas naturais da  Polinésia, certamente conhecer uma cidade foi algo injusto.

Museo de Bellas Artes
Dia seguinte saímos para conhecer o centro da cidade, o café da manhã no hostel também deixou a desejar. Visitamos o Palácio da Moneda, Plaza de las Armas, Museo de Belas Artes, fica tudo bem pertinho e fizemos tudo a pé. Fomos também ao Pateo Belas Artes que é um conjunto de lojas, como uma galeria que reúne diversos tipos de arte.
Almoçamos no centro e compramos algumas coisas, tudo lá estava muito barato, bebidas importadas, alfajores, roupas, sapatos, já estavam em liquidação, e valia muito a pena.

Dia seguinte fomos de ônibus visitar a Vinícola Concha y Toro (http://www.conchaytoro.com/ ), o ônibus demora e passa por muitos bairros carentes, quem quiser pode pagar um pouco mais e ir com van. A visita é excelente e começa com um vídeo introdutório já que a vinícola propriamente dita, fica em outra cidade. Conhecemos toda a casa e degustamos vinhos, a taça trouxemos para casa.  Aprendemos a degustar, compramos vinhos, lógico,  porque só se aprende mesmo com a prática. (rs)











À noite fomos com nossos amigos brasileiros à balada no Pateo Belas Artes, com música ao vivo, foi muito bom!

Cerro San Cristobal
No dia seguinte, fomos de taxi até o Funicular, um parque de onde se vê toda Santiago. Infelizmente a Cordilheira retém a poluição, senão a vista seria ainda mais espetacular, pois ela "abraça" toda a cidade. Passeamos bastante por Cerro San Cristóbal, um parque super bem cuidado, com teleférico que passa sobre o bairro, tudo de bom! Almoçamos no centro, no Mercado Municipal, salmão e cabernet sauvignon, uma delícia!!!

Infelizmente não tivemos tempo de visitar Viña del Mar e Valparaíso, são cidades litorâneas que pretendemos conhecer em uma próxima oportunidade. Ao invés disso fomos esquiar.... aff......
Vale a pena conhecer, mas eu que não nasci pra pinguim, acho que não vou novamente. Contratamos o passeio a partir do nosso hostel, a van vem nos buscar bem cedo, 7h, e nos levou para alugar os equipamentos e comprar as roupas. Saímos então umas 9h da loja. A van sobe a cordilheira fazendo um vai vem de 180° que embrulha o estômago dos mais sensíveis. A Paisagem compensa, mas já chega na estação meio mareado... Fomos a El Colorado, com altura máxima de cerca de 3.300 m acima do nível do mar e 22 pistas.

El Colorado
No começo, apesar do frio, foi gostoso, era novidade, mas sinceramente parar em pé sobre aquelas paletas não é fácil. Caímos várias vezes, e quando se cai os joelhos dobram para dentro enquanto os pés vão para fora por causa dos esquis, depois pegamos o jeito e observando os outros, achamos que daria para passar bem o dia. Deveríamos ter investido em aulas, talvez nos divertíssemos mais.

Paguei um tremendo mico pois estava esperando o Elliot e nosso amigo quando de repente senti que estava deslisando lentamente (rs), um brasileiro estava tentando, todo desajeitado se lavantar e quando ele consegiu, se deparou comigo "escorregando para seus braços", foi muito cômico, deslisamos abraçados, eu de frente e ele de costas para a leve descida e quando pegamos velocidade ele novamente caiu, eu por algum motivo me mantive equilibrada e segui para o teleférico, e ele ficou lá, novamente estatelado no chão na frente de seu filho, deve ter me xingado (kkkkkk). Se ler isso aqui, me perdoe!

Quando sentimos confiança ali em baixo tivemos a brilhante ideia de pegar o teleférico e subir a alguma pista, o teleférico não pára e subimos para o nível intermediário, dali nos jogamos literalmente pois senão iríamos parar no topo! Até conseguíamos parar em pé, o difícil pra mim foi controlar o equipamento mesmo. Eu só ia para a esquerda, onde a pista terminava em um precipício daqueles, me jogava para trás, com medo. Foi assim o dia todo só aprendi no final do dia quando já estava estressada, então não me diverti. O Elliot teve mais sucesso, em algum momento pegou o jeito da coisa. Nosso colega passou pior, além de tudo estava se sentindo mal com a altura. Ainda teria a volta, aqueles intermináveis 180°... Valeu por conhecer, a paisagem é bonita e experimentamos um novo esporte, mas por mim, parou por aí.

Esses foram os dias que passamos em Santiago, saliento que deveria ter deixado para um outro momento pois teria aproveitado ainda mais. Apesar de ter sido a pior hospedagem foram os melhores "amigos" que já fizemos em viagens, todas as noites muitas risadas e conversas como se fôssemos amigos há muito tempo, Escudo, Concha y Toro, muita animação. Valeu!!
Beijo quente em meio a neve

Santiago!

Palácio da Moneda
Saímos do paraíso e caímos na realidade. Pegamos o confortável voo da Lan que obrigatóriamente para na Ilha de Páscoa e em Santiago (tanto na ida quanto na volta). Teríamos que pernoitar em Santiago uma vez que o voo para SP sai na manhã seguinte. Decidimos então ficar mais 5 dias e conhecer a cidade.


Frio de danar! Saímos do calor da Polinésia para o inverno da América do Sul. Fomos preparados. Saímos do aeroporto e encaramos o ônibus até o centro da cidade, hora do rush... Santiago pareceu um tanto sinistra, claro, cidade grande, em 15 dias de viagem tinha dado até pra esquecer. Sempre nos hospedamos em Hostels, e dessa vez não foi diferente, escolhemos o Che Lagarto (credo!) que fica bem em frente a uma rodoviária. Casarão antigo, um tanto escuro, chega a ser estiloso... o recepcionista era brasileiro e depois de algum tempo ouvir português foi bom, o ruim é que o cara era um mala... o quarto para casal tinha uma beliche e os quartos não estavam bem aquecidos, o banheiro é misto (tudo bem) mas apertadíssimo e por vezes a água não esquentava. O aspecto positivo é que 90% dos hóspedes eram brasileiros e nos primeiros minutos já fizemos amizade a base de Escudo (cerveja), vinho e muitas risadas. O grupo era de cerca de 20 pessoas.

Saímos para jantar, o restaurante não parecia ser dos melhores e um agravante é que podiam fumar, coisa estranha para brasileiros atualmente. O atendimento foi ótimo e o jantar satisfatório. Voltamos para dormir cedo, uma vez que o cansaço da viagem era evidente. Dormimos juntos na cama de baixo da beliche, que era daquelas largas, foi a sorte, senão passaríamos frio. Chegamos quase a nos arrepender de conhecer Santiago naquele momento, depois de todas as belezas naturais da  Polinésia, certamente conhecer uma cidade foi algo injusto.

Museo de Bellas Artes
Dia seguinte saímos para conhecer o centro da cidade, o café da manhã no hostel também deixou a desejar. Visitamos o Palácio da Moneda, Plaza de las Armas, Museo de Belas Artes, fica tudo bem pertinho e fizemos tudo a pé. Fomos também ao Pateo Belas Artes que é um conjunto de lojas, como uma galeria que reúne diversos tipos de arte.
Almoçamos no centro e compramos algumas coisas, tudo lá estava muito barato, bebidas importadas, alfajores, roupas, sapatos, já estavam em liquidação, e valia muito a pena.

Dia seguinte fomos de ônibus visitar a Vinícola Concha y Toro (http://www.conchaytoro.com/ ), o ônibus demora e passa por muitos bairros carentes, quem quiser pode pagar um pouco mais e ir com van. A visita é excelente e começa com um vídeo introdutório já que a vinícola propriamente dita, fica em outra cidade. Conhecemos toda a casa e degustamos vinhos, a taça trouxemos para casa.  Aprendemos a degustar, compramos vinhos, lógico,  porque só se aprende mesmo com a prática. (rs)











À noite fomos com nossos amigos brasileiros à balada no Pateo Belas Artes, com música ao vivo, foi muito bom!

Cerro San Cristobal
No dia seguinte, fomos de taxi até o Funicular, um parque de onde se vê toda Santiago. Infelizmente a Cordilheira retém a poluição, senão a vista seria ainda mais espetacular, pois ela "abraça" toda a cidade. Passeamos bastante por Cerro San Cristóbal, um parque super bem cuidado, com teleférico que passa sobre o bairro, tudo de bom! Almoçamos no centro, no Mercado Municipal, salmão e cabernet sauvignon, uma delícia!!!

Infelizmente não tivemos tempo de visitar Viña del Mar e Valparaíso, são cidades litorâneas que pretendemos conhecer em uma próxima oportunidade. Ao invés disso fomos esquiar.... aff......
Vale a pena conhecer, mas eu que não nasci pra pinguim, acho que não vou novamente. Contratamos o passeio a partir do nosso hostel, a van vem nos buscar bem cedo, 7h, e nos levou para alugar os equipamentos e comprar as roupas. Saímos então umas 9h da loja. A van sobe a cordilheira fazendo um vai vem de 180° que embrulha o estômago dos mais sensíveis. A Paisagem compensa, mas já chega na estação meio mareado... Fomos a El Colorado, com altura máxima de cerca de 3.300 m acima do nível do mar e 22 pistas.

El Colorado
No começo, apesar do frio, foi gostoso, era novidade, mas sinceramente parar em pé sobre aquelas paletas não é fácil. Caímos várias vezes, e quando se cai os joelhos dobram para dentro enquanto os pés vão para fora por causa dos esquis, depois pegamos o jeito e observando os outros, achamos que daria para passar bem o dia. Deveríamos ter investido em aulas, talvez nos divertíssemos mais.

Paguei um tremendo mico pois estava esperando o Elliot e nosso amigo quando de repente senti que estava deslisando lentamente (rs), um brasileiro estava tentando, todo desajeitado se lavantar e quando ele consegiu, se deparou comigo "escorregando para seus braços", foi muito cômico, deslisamos abraçados, eu de frente e ele de costas para a leve descida e quando pegamos velocidade ele novamente caiu, eu por algum motivo me mantive equilibrada e segui para o teleférico, e ele ficou lá, novamente estatelado no chão na frente de seu filho, deve ter me xingado (kkkkkk). Se ler isso aqui, me perdoe!

Quando sentimos confiança ali em baixo tivemos a brilhante ideia de pegar o teleférico e subir a alguma pista, o teleférico não pára e subimos para o nível intermediário, dali nos jogamos literalmente pois senão iríamos parar no topo! Até conseguíamos parar em pé, o difícil pra mim foi controlar o equipamento mesmo. Eu só ia para a esquerda, onde a pista terminava em um precipício daqueles, me jogava para trás, com medo. Foi assim o dia todo só aprendi no final do dia quando já estava estressada, então não me diverti. O Elliot teve mais sucesso, em algum momento pegou o jeito da coisa. Nosso colega passou pior, além de tudo estava se sentindo mal com a altura. Ainda teria a volta, aqueles intermináveis 180°... Valeu por conhecer, a paisagem é bonita e experimentamos um novo esporte, mas por mim, parou por aí.

Esses foram os dias que passamos em Santiago, saliento que deveria ter deixado para um outro momento pois teria aproveitado ainda mais. Apesar de ter sido a pior hospedagem foram os melhores "amigos" que já fizemos em viagens, todas as noites muitas risadas e conversas como se fôssemos amigos há muito tempo, Escudo, Concha y Toro, muita animação. Valeu!!
Beijo quente em meio a neve

 
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